Em busca do voto evangélico, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República, cumpriu agenda na capital paulista nesta segunda-feira (6). O senador visitou a sede da Assembleia de Deus Ministério do Belém, onde se encontrou com lideranças da Convenção Geral das Assembleias de Deus do Brasil (CGADB), uma das organizações religiosas mais influentes do país. Durante a visita, Flávio esteve com o presidente da instituição, pastor José Wellington Costa Junior, e com o presidente de honra, pastor José Wellington Bezerra da Costa.
O evento sediava uma reunião estadual voltada para obreiros e pastores da denominação em São Paulo. Flávio Bolsonaro acompanhou as atividades do evento, que reuniu lideranças vindas de diversas partes do estado. Ele participou de um momento de oração, recebendo as bênçãos do patriarca de honra da Assembleia de Deus Pr. José Wellington Bezerra da Costa.
Essa aproximação com a CGADB é considerada estratégica, já que a entidade representa uma parcela significativa de ministros e fiéis em todo o país. A visita do senador ao Ministério do Belém mostrou a importância das grandes instituições religiosas no cenário político atual. Flávio encerrou sua participação no evento após dialogar com os líderes sobre temas de interesse comum, consolidando sua presença junto a um dos pilares de sustentação de sua plataforma política.
Entretanto, nos bastidores alguns pastores têm cobrado uma ação mais efetiva da família Bolsonaro em relação aos evangélicos, uma vez que desde 2018 a família tem tido o apoio de muitas grandes igrejas e elas, segundo fontes, quase não tiveram retorno das benesses do governo Bolsonaro.
Fica uma pergunta que não quer calar, até onde é legítimo ceder os púlpitos das igrejas para políticos fazerem campanhas e até onde é lícito uma denominação religiosa se comprometer com política partidária. Que o leitor evangélico ou católico reflita sobre isso. (Da Redação)
